Balanço divulgado na quarta-feira pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) aponta que o patrimônio das 370 entidades fechadas de previdência complementar do país subiu 14,1%, para R$ 501,68 bilhões no ano passado, ante R$ 439,64 bilhões em 2008. Os investimentos somaram R$ 480,79 bilhões, registrando alta de 9,4%
As contribuições dos 2,53 milhões de participantes da indústria de fundos de pensão somaram R$ 16,66 bilhões, retração de 36% sobre os R$ 26,04 bilhões do ano anterior. E os benefícios pagos foram no valor de R$ 31,46 bilhões, também com queda de 3,2% sobre 2008.
A recuperação do mercado acionário em 2009 ajudou a minimizar parte das perdas dos fundos de pensão com a crise internacional de 2008, contribuindo, inclusive, para que 82 planos de benefício definido fechassem o exercício com R$ 66,72 bilhões em superávit. Mas não impediu que outros 62 ficassem deficitários em R$ 10,72 bilhões. Ricardo Pena, titular da Previc, citou como exemplo de entidade deficitária o Instituto Portus, patrocinado pelas Docas dos principais portos marítimos do país. O déficit do Portus chega a R$ 1,4 bilhão
"É um déficit que não se resolve. Se não resolver, vai caminhar para regime especial", comentou Pena, sinalizando intervenção ou liquidação futura da entidade. Exemplo de fundação superavitária é a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil e a maior do país. Só a Previ acumulou superávit em torno de R$ 40 bilhões no ano passado, segundo a Previc.
Fonte: DCI