Brasil, que é possuidor das leis mais modernas do mundo em defesa do idoso, tem que mobilizar as autoridades governamentais, a sociedade em todos os seus segmentos para proporcionar aos idosos brasileiros que conseguiram envelhecer, uma vida com mais qualidade, o exercício pleno da cidadania, resgatando assim o muito que a sociedade de hoje deve a eles. Envelhecer é uma consequência natural da vida, pois todos sabemos que esquema da vida é: nascer, crescer, estudar, trabalhar duro para obter os meios de chegar a um envelhecimento confortável e com uma renda que permita viver sem sobressaltos.
É óbvio que estamos envelhecidos a cada segundo, minuto, hora, dia, mês e ano de nossa vida. Sabendo que só não envelhece quem morre quando jovem, é básico que, para chegarmos ao último patamar da existência sem atropelos, faz-se necessário uma preparação especial com o exercício de funções lucrativas, a par de uma correta administração dos bens adquiridos, e conservá-los até o fim da vida. Algumas pessoas insistem em queimar etapas, viver fases que já não lhe pertencem.
Isso na vã tentativa de parar o tempo. Elas ainda não se aperceberam que a criança deve viver como uma criança, o adulto jovem como adulto jovem e o adulto idoso como adulto idoso. Muitas pessoas entendem que vieram ao mundo só para trabalhar, trabalhar. Pode trabalhar, mas deve estar consciente de que vai chegar à época de viver desfrutando da aposentadoria.
Pena que uma grande maioria dos aposentados não se prepara convenientemente para viver e desfrutar bem os tempos de liberdade. Com a gama de informações nos tempos atuais, o ser humano, quando chega à época de se aposentar, precisa saber que aquela ideia de que a aposentadoria é uma fase de lazer e irresponsabilidade é um grande e ledo engano.
A grande verdade é que a aposentadoria, para proporcionar prazer e alegria, precisa ser preparada convenientemente. A volta do aposentado para casa, depois de mais de 30 anos de serviço, merece ser comemorada com festa, mas também com uma preparação adequada.
Fonte: Jornal de Brasília, por João Batista de Medeiros