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Declaração de IR: Excelente para analisar finanças
Publicado em 25/02/2013

 

Além de ser uma exigência legal, fazer a Declaração de Imposto de Renda pode ser, na opinião da consultora Suyen Miranda – pesquisadora de qualidade de vida e saúde financeira – uma boa hora para verificar o crescimento pessoal financeiro. É sabido que todos os anos o governo solicita a entrega da DIRPF – Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física.

Suyen Miranda explica que, até para quem é isento a DIRPF pode ser um excelente instrumento para verificar o aumento de capital, “o quanto a pessoa cresceu financeiramente”, explica. Na dúvida se precisa entregar a DIRPF, consulte o site da Fazenda: www.receita.fazenda.gov.br.

A consultora explica que, na sociedade atual, não temos o hábito de verificar quanto foi a nossa renda ao longo do ano, o quanto tivemos de despesas e calculamos o quanto lucramos – coisas que as empresas fazem com regularidade até porque tem que prestar contas aos acionistas. “Mas nós somos acionistas de nós mesmos, portanto vale a pena começar o exercício de análise financeira anual, e um ponto de partida simples é calcular tudo o que recebemos e tudo o que gastamos. Isso irá ajudar muito na hora de preencher a DIRPF”, Suyen dá a dicas a seguir:

- Separe todos os comprovantes de renda (pagamentos de salários, recibos de pagamentos) do ano todo, de janeiro a dezembro. Com um caderninho – para ficar bem simples mesmo – anote todos os valores, e some em separado tudo o que foi recolhido (que foi tirado do salário), como o imposto de renda em si, INSS e outros tributos que aparecem detalhados no holerite. Se no seu caso o pagamento foi por recibos e não houve descontos, considere o que entrou verdadeiramente no seu bolso (o valor líquido). Lembre-se que quem recebe salário deve considerar o valor líquido sempre, pois é o que foi pago, recebido.

- Se você teve o saudável hábito de anotar todos os seus gastos, ficou muito mais fácil calcular a despesa do ano; se não fez isso agora chegou sua vez: separe todos os comprovantes de despesas do ano para saber onde o dinheiro foi gasto. Importante lembrar que no início do ano é obrigatório que bancos, instituições financeiras em geral, planos de saúde, previdência entre outros que debitam valores regularmente devem enviar um extrato constando os pagamentos de 2011. Isso irá facilitar o preenchimento da DIRPF e seu cálculo de custos.

- E as despesas de longa duração, como o financiamento de um carro, o pagamento de empréstimo ou da casa própria? Calcule quanto foi o valor pago no ano até porque isso será solicitado quando do preenchimento da DIRPF. Para quem é isento mas tem estas despesas, vale verificar o quanto já foi pago e quanto ainda tem por pagar. Estes valores vão indicar o seu crescimento de capital e a quitação dos seus débitos.

- De posse destas informações – que devem ser as mais precisas possível, até para facilitar sua análise financeira pessoal – verifique a diferença entre despesas (o que saiu) e receitas (o que entrou). Se houver uma diferença positiva (mais entrou do que saiu) você teve um crescimento financeiro, um aumento ao longo do ano, um lucro. Se houver diferença negativa (mais saiu do que entrou) certamente existem dívidas em aberto ou contas foram pagas com a poupança e investimentos, o que mostra claramente redução de renda.

Para quem terá a obrigatoriedade de preencher a DIRPF, Suyen Miranda ressalta que é importante também listar dependentes e custos que podem ser abatidos, como despesas escolares e médicas, além de apresentar as informações relativas aos investimentos visando evitar problemas futuros: um carro que foi comprado com dinheiro que não constava nas declarações anteriores por simplesmente esquecimento da apresentação dos valores. “Quando acontece uma inconsistência de valores – na declaração de um ano havia um determinado capital e dali para o ano seguinte o capital duplicou sem explicação lógica, ou houve venda de um bem sem declarar e ele simplesmente ´some´ da DIRPF – acontece a famosa retenção, a ´malha fina´, na qual você terá de explicar o ocorrido para a Receita Federal, que tem todo o direito de querer ouvir sua versão dos fatos e você terá a obrigação de explicar o que pode ter saído errado”, enfatiza a consultora, sendo que dados da Receita apontam que a grande maioria dos casos de malha fina ocorre por erros na declaração.

Suyen Miranda reforça a importância da DIRPF no controle financeiro e na maturidade de gestão de seus próprios recursos. “Quem é isento não tem a obrigatoriedade de apresentar a DIRPF, mas eu recomendo que faça isso até para manter sua situação fiscal atualizada, o que facilita muito quando de um empréstimo para a casa própria ou qualquer outra forma de levantar recursos. A DIRPF também serve para disciplinar nossa vida financeira trazendo a análise de um ano com clareza para avaliarmos nosso crescimento patrimonial e pessoal. Em todos os países é solicitada a prestação de contas do cidadão e não somos diferentes por isso; pelo contrário, estamos com a DIRPF exercendo nossa cidadania e pensando a curto, médio e longo prazos sobre os rumos da nossa economia”, finaliza.  

Fonte: Suyen Miranda


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